.

Lucas e Livia

Antes mesmo de

lhes conhecer...

Eu já os amava!

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15 de setembro de 2010

.ser mãe de vocês.


.ser mãe de voces, me permitiu conhecer um pouco mais a mim mesma.
.olhar vocês e sentir a calma invadir-me.
.me fez abandonar os medos.
.e, encontrar alento no brilho de seus olhos.

.ser mãe de vocês.
.me permite a possessão de dizer: 
."meu" filho.
."minha" filha.


.é me sentir paradoxalmente forte e fraca.
.pois, diante de muita das minhas fraquezas encontro a força no brilho dos olhinhos de vocês.


.ser mãe de vocês.
.foi carregá-los quando ainda eram um pouco de mim, mas muito, muito do meu amor.


.um amor, que por certo eu nem mesma imaginava sentir.
.extravasando o que já não cabia dentro de mim.


.ser mãe de vocês.
.é a lembrança de momentos.
.de choros, chamegos, carinhos.
.é a certeza do ser junto.
.muito mais do que estar junto.


.ser mae de voces.
.é falar baixinho no ouvido.
.e gargalhar alto, das peripécias de voces.


.é andar na ponta dos pés por medo de acordá-los.
.é sonhar, imaginar, fazer projetos.
.é se deliciar com um beijo melado.
.um abraço apertado.
.um "eu te amo, mamãe".



.é imaginá-los crescidos.
.e ansiar para que sejam sempre pequeninos.
.para que sempre caibam em meu colo.


.ser mãe de vocês.
.é poder acordar todos os dias e ter a certeza.
.de que o sonho é real.
.que vocês estão ainda adormecidos.
.mas proximos, tão proximos, que ainda moram em mim.


.ser mãe de vocês é tanta coisa.
.é ver a vida com outros olhos.
.é acreditar.
.e mais que acreditar, é realizar.


.ser mãe de vocês.
.me completou.

14 de julho de 2010

.cheiro.

Socorro - 09/07/2010
.observo vocês dormindo e a conhecida paz me envolve.
.é o momento em que posso “namorar” vocês, sem ser atropelada por milhões de palavras que pululam de suas bocas e me invadem.
.palavras com sentidos, palavras sem sentidos.
Palavras...

.no silêncio, apenas a respiração de vocês é ouvida.
.e fico assim, maravilhada.
.pego seus pezinhos, e massageio.
.como um carinho involuntário, vocês se aconchegam.
.por vezes, posso jurar que um sorriso brota.

.cubro-os e beijo-lhes.
.e aquele cheiro inconfundível de criança me invade.
.um sorriso se torna inevitável.


.o cheiro de vocês é único.
.e desde o momento em que me foram “apresentados”,
eu soube, que ainda que eu não pudesse enxergar, os reconheceria pelo cheiro.

.um cheiro que transmite mais que paz.
.transmite esperança.
.vida a ser vivida, recheada de aventuras.

5 de julho de 2010

.perdas e ganhos.


engraçado como a relação entre mãe e filho são paradoxas.


.ganha-se filhos.
.perde-se a intimidade uterina.

.ganha-se a emoção indescritível de conceber a vida.
.perde-se a conexão umbilical com o nascimento.

.ganha-se cores, movimentos,  ruídos e sussurros.
.perde-se os momentos de amamentação.


.ganha-se risos frouxos, as vezes meramente por reflexos.
.perde-se com a autonomia iniciada com o nascimento.

.ganha-se motivação, braços que enlaçam o pescoço, beijos melados.
.perde-se com o tempo a dependência completa que aquele “serzinho” tinha com a mãe.
.ganha-se o brilho a vida.

É entre perdas e ganhos... os ganhos são infinitamente maiores...



Meus amores,

Embora vocês estejam iniciando na fase de quererem ser donos de si mesmo, e olha que só tem 3 anos, acompanhar o aprendizado, o caminhar de vocês, me faz ver a beleza que é não apenas conceber 2 vidas, mas acompanhar os passos, o desenrolar das mesmas, não só assistindo, mas fazendo parte deste show maravilhoso que é a vida de vocês.


Meu amor por vocês, é algo indescritível, pois a cada dia, descubro mais e mais esta capacidade infindável de amar .

30 de junho de 2010

.por vocês.




Por vocês, abri espaço em mim mesma...
.abri meu corpo, minha alma, meus pensamentos.
.abri minha percepção, o coração, e a descoberta de um amor que não tem começo, meio ou fim.

Por vocês eu mudei, transmutei, e amei.
.cada detalhe. Cada sorriso. Cada choro.
.meu e de vocês.

Por vocês abri mão de meu tempo só, que para mim tanto era necessário.
.abri mão de rotinas, coisas certas, monotonias.
.com vocês cada dia é uma nova aventura.
.uma nova descoberta.

.Por vocês eu sonhei acordada.
.imaginei a carinha de vocês antes mesmo de os ver.
.tentei perceber como seria o gênio de cada um.
.seus comportamentos e reações.

.Por vocês, sonhei com brinquedos, bagunça, quartos coloridos.
.imaginei a reação a cada descoberta.
.e o que vivemos a cada dia, supera toda minha imaginação.

.vocês seguem me surpreendendo.
.a cada dia vocês me encantam.
.eu, não raro, assisto maravilhada a transformação que ocorre com vocês...
... todos os dias...

... a vida ao lado de vocês, passa rápida demais...
...tanto que as vezes tenho medo de perder algum detalhe.
.um riso, uma palavra nova, uma descoberta.

Por vocês, eu simplesmente vivo...

16 de junho de 2010

.obrigada.



Obrigada...
.por me aceitar como sou.
.com minhas cores.
.as vezes dissonantes.
.as vezes gritantes.

Obrigada...
.por amar tanto minhas crias.
.por tê-los, na exata dimensão de tuas.

Obrigada...
.por ser tão naturalmente pai dos meus filhos.
.tendo paciência com eles, onde por vezes me falta.

Obrigada...
.por compreender minha maternidade.
.e admirá-la.
.me incentivando.
.me apoiando.
... mesmo quando me perco.

Obrigada...
.por ser hoje minha família.
.por opção única.
.renovada a cada dia.

8 de junho de 2010

.maus tratos.


.mudam-se os tempos.
.a psicologia passa a fazer parte de nossa vida.
.aprendemos com ela, a importância de não batermos em nossas crianças e ainda assim, vemos violências perpetradas contra crianças.

A grande duvida, não reside no bater, quando se diz violência, logo pensamos em surras, maltratos, destes que apenas vemos na TV, nestes que apenas acontecem na casa alheia.

No entanto, existem tantas formas de se maltratar uma criança.
.uma palavra, ou a ausência dela.
.um carinho ou a ausência dele.
.a atenção que tantas vezes achamos ser um desperdício, pois há tanta coisa importante a ser feita.

Há maltratos físicos, há maltratos psicológicos e há maltratos morais.
Nenhum deles é excludente.
Nenhum deles deixa de ser maltrato.
Ainda que façamos coisas de forma, absolutamente involuntária.

.por quantas vezes, nos vemos cansados, e as crianças ainda possuem um pique danado...

.por quantas vezes precisamos apenas de um silencio, e os gritos ecoam pela casa.

.por quantas vezes, necessitamos apenas de paz, e a balburdia reina aos cantos.

No entanto, quando seres pequeninos dormem, ninguém pode escusar que a paz que nos invade, ao ouvir a respiração compassada, o cheiro delicioso que criança tem ao dormir.

Mas, graças a Deus, eles não dorme o tempo todo.
E ainda, graças a Deus, nós nos damos contas de tantas e tantas pequenas falhas, que acabamos por cometer de forma absolutamente involuntária.

Assim, o apelo que faço, como mãe, como advogada, como cidadã, pensemos mais nos maltratos involuntários perpetrados em nossas crianças.

(P.S.: este post eu comecei a escrever para o Blog Olhando o Direito, e ele acabou tomando outro rumo, que postei aqui. Quem tiver interesse, sobre os aspectos da violência contra crianças, podem ler o texto no outro blog)




Mãos que acariciam, não batem...

23 de maio de 2010

.vitoriosa.


Quero sua risada mais gostosa

Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa...
Quero sua alegria escandalosa
Vitoriosa por não ter
Vergonha de aprender como se goza...
Quero toda sua pouca castidade
Quero toda sua louca liberdade
Quero toda essa vontade
De passar dos seus limites
E ir além, e ir além...
Quero sua risada mais gostosa
Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa
Que a vida pode ser maravilhosa...
Quero toda sua pouca castidade
Quero toda sua louca liberdade
Quero toda essa vontade
De passar dos seus limites
E ir além, e ir além...
Quero sua risada mais gostosa
Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa
Que a vida pode ser maravilhosa...
(Ivan Lins)


Obrigada por vocês existirem em minha vida...

22 de abril de 2010

.cheiro de criança feliz.


 Só quem tem criança em casa pode entender...

Hoje eu quero a paz de crianças dormindo...

Ter criança...
...é nunca estar em silêncio...
É rodear-se de ruídos, sustos, risos...

Até mesmo quando assistem TV, estão fazendo outra coisa ao mesmo tempo...
... brincando...
... desenhando nas paredes...
Ou até mesmo “lendo um livro”...
E se tem musica na TV, tem coreografia lá em casa...

Assim, quando dormem...
O silêncio se faz presente...
... e eu posso “corujar” a vontade...

Posso sentir o cheirinho de criança feliz...
... exaustos de tanto brincar...
Exaustos de tanto viver...

Observo seus traços perfeitos...
... o meio sorriso com o qual adormecem...
E a forma como abraçam os sonhos...
... Lucas de bruços, abraçando o travesseiro com o bumbum para cima...
... Livia, de lado, pernas uma esticada e outra dobrada, como a mãe, e as duas mãozinhas embaixo do rosto, como o pai...

Nestes momentos de rara quietude, habita em mim uma paz que me enche o coração...
... e uma certeza única...
Para ser feliz é preciso muito pouco!

O amor de mãe por seu filho é diferente de qualquer outra coisa no mundo.
Ele não obedece lei ou piedade, ele ousa todas as coisas e extermina sem remorso tudo o que ficar em seu caminho.
(Agatha Christie)

7 de abril de 2010

A dimensão deste amor...


O tempo passa...
Já são três anos, desde que vocês tomaram conta do meu ser por completo...
Minha vida mudou tanto neste tempo...
E confesso que mais tenho aprendido que ensinado...

Quando se tem filhos...
Valem os clichês...
As frases feitas...
Todos os medos...
Todas as simpatias...
Todas as bênçãos...

Por muito tempo busquei respostas...
Por muito tempo me senti pequena...
E sempre que me sinto pequena...

São eles... meus filhos quem me sustentam...
Me dão o rumo...
O prumo...
A direção...

Com eles...
... não há como errar...
Como se perder...

2 de março de 2010

A dificil arte de educar


De todas as coisas que acompanham a maternidade, creio que não há nada mais complexo do que educar...
Educar um já é difícil, educar dois é complicadíssimo...

O que serve para um, não serve para outro...
O que um entende o outro faz ouvidos moucos...
E nisto reside a terrível limitação de ter que adaptar-se a cada um dos baixinhos...

Recentemente na dificuldade de dizer não e a forma como este não é recepcionado por cada qual, me peguei pensando nesta palavrinha que nos assombra...

Penso que educar é uma tarefa baseada em dever e afeto, pois não dá para desvincular uma da outra...

Assim, requer uma dose imensa de paciência, coerência, perseverança, amor, mas principalmente limites, para que não cresçam pequenos monstrinhos que imaginam que sabem tudo e que podem tudo.

Creio eu... e fico aqui, sem nenhuma certeza, pois juntamente com a maternidade, as mães são assoladas por duvidas que sempre tomam conta da cabeça... Pois o medo de errar, nada mais é que sinônimo de mae...

Pois bem... voltando... creio eu, que o grande desafio está em educar sem ser critico, corrigir sem ser tirano...
Colocar limites, que não nos tornem permissivos...

E por vezes, me pego tendo os exatos atos de minha mãe... e vislumbro, que ainda que muito tenha se avançado no mundo, ser mãe e educar, ainda carregam em si a mesma essência...

Entretanto, nada é comparável ao prazer de ver aquele catatau que de ti nasceu, crescer e repetir atos teus... criar independência... caminhar com as próprias pernas...

Mas...
Creio eu e fico aqui apenas crendo... que o desafio de educar está apenas começando, pois com o passar do tempo apenas aumentará, na medida em que eles aprendam a "argumentar"...

20 de novembro de 2008

Violência Infantil

child
O meu nome é "Sara"
Tenho 3 anos
Os meus olhos estão inchados,
Não consigo ver.
Eu devo ser estúpida,
Eu devo ser má,
O que mais poderia pôr o meu pai em tal estado?
Eu gostaria de ser melhor,
Gostaria de ser menos feia.
Então, talvez a minha mãe me viesse sempre dar miminhos.
Eu não posso falar,
Eu não posso fazer asneiras,
Senão fico trancada todo o dia.
Quando eu acordo estou sozinha,
A casa está escura,
Os meus pais não estão em casa.
Quando a minha mãe chega,
Eu tento ser amável,
Senão eu talvez levaria
Uma chicotada à noite.
Não faças barulho!
Acabo de ouvir um carro,
O meu pai chega do bar do Carlos.
Ouço-o dizer palavrões.
Ele chama-me.
Eu aperto-me contra o muro.
Tento-me esconder dos seus olhos demoníacos.
Tenho tanto medo agora,
Começo a chorar.
Ele encontra-me a chorar,
Ele atira-me com palavras más,
Ele diz que a culpa é minha, que ele sofra no trabalho.
Ele esbofeteia-me e bate-me,
E berra comigo ainda mais,
Eu liberto-me finalmente e corro até à porta.
Ele já a trancou.
Eu enrolo-me toda em bola,
Ele agarra em mim e lança-me contra o muro.
Eu caio no chão com os meus ossos quase partidos,
E o meu dia continua com horríveis palavras...
"Eu lamento muito!", eu grito
Mas já é tarde de mais
O seu rosto tornou-se num ódio inimaginável.
O mal e as feridas mais e mais,
"Meu Deus por favor, tenha piedade!
Faz com que isto acabe por favor!"
E finalmente ele pára, e vai para a porta,
Enquanto eu fico deitada, Imóvel no chão.
O meu nome é "Sara"
Tenho 3 anos,
Esta noite o meu pai *matou-me*.
(texto original http://naneia.blogs.sapo.pt/7061.html)

Infelizmente esta é uma realidade de muitas crianças...
Cabe a cada um de nós denunciar, não fechar os olhos...
Palmadinha ou palmadão é tudo agressão!
Vamos pensar nisto...